"Oblatus est, quia ipse voluit, et peccata nostra ipse portavit!"

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Aniversário de Ordenação Sacerdotal

Neste belíssimo altar da Casa de Retiro São José das Paineiras, celebrei hoje o 15º aniversário de Ordenação Sacerdotal. Todos os que se recomendaram às minhas orações estiveram presentes. O colega de turma, Pe. Paulo Henriques, foi o assistente; Pe. Emerson, o organista; e o Pe. Cláudio, o fotógrafo.

Agradeço as orações e as mensagens de congratulação.

Alguns momentos...


HOC EST ENIM CORPUS MEUM!


HIC EST ENIM CALIX SANGUINIS MEI!


... IN PRIMIS GLORIOSAE SEMPRER VIRGINIS MARIAE!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Seminário de Varre-Sai


O antigo Seminário Diocesano de Varre-Sai, agora Casa de Retiros Seminário de Varre-Sai, está com as obras de conclusão e reforma em pleno andamento.

Visite o blog (http://varre-sai-rj.blogspot.com.br/), reze pela iniciativa e dê seu auxílio financeiro. Lá você encontra as informações e o número da conta-corrente para fazer sua doação.

Dia do Patriarca dos monges do Ocidente e Padroeiro da Europa


Gratia Benedictus et nomine!

Bento pela graça e pelo nome!


terça-feira, 10 de julho de 2012

Telegrama de Bento XVI ao Arcebispo do Rio de Janeiro por ocasião do falecimento de Dom Eugênio


EXMO REVMO DOM ORANI JOÃO TEMPESTA
ARCEBISPO DE SÃO SEBASTIÃO DO RIO DE JANEIRO

RECEBIDA A TRISTE NOTÍCIA DO FALECIMENTO DO VENERADO CARDEAL EUGÊNIO DE ARAÚJO SALES, DEPOIS DE UMA LONGA VIDA DE DEDICAÇÃO À IGREJA NO BRASIL, VENHO EXPRIMIR MEUS PÊSAMES A SI E AOS BISPOS AUXILIARES, AO CLERO E COMUNIDADES RELIGIOSAS, E AOS FIÉIS DA ARQUIDIOCESE DE SÃO SEBASTIÃO DO RIO DE JANEIRO, QUE POR TRÊS DÉCADAS TEVE NELE UM INTRÉPIDO PASTOR, REVELANDO-SE AUTÊNTICA TESTEMUNHA DO EVANGELHO NO MEIO DO SEU POVO. DOU GRAÇAS AO SENHOR POR TER DADO À IGREJA TÃO GENEROSO PASTOR QUE, NOS SEUS QUASE SETENTA ANOS DE SACERDÓCIO E CINQÜENTA E OITO DE EPISCOPADO, PROCUROU APONTAR A TODOS A SENDA DA VERDADE NA CARIDADE E DO SERVIÇO À COMUNIDADE, EM PERMANENTE ATENÇÃO PELOS MAIS DESFAVORECIDOS, NA FIDELIDADE AO SEU LEMA EPISCOPAL: "IMPENDAM ET SUPERIMPENDAR" (GASTAREI E GASTAR-ME-EI POR INTEIRO POR VÓS). ENQUANTO ELEVO FERVOROSAS PRECES PARA QUE DEUS ACOLHA NA SUA FELICIDADE ETERNA ESTE SEU SERVO BOM E FIEL, ENVIO A ESSA COMUNIDADE ARQUIDIOCESANA, QUE LAMENTA PERDA DESSA ADMIRADA FIGURA, À IGREJA NO BRASIL, QUE NELE SEMPRE TEVE UM SEGURO PONTO DE REFERÊNCIA E DE FIDELIDADE À SÉ APOSTÓLICA, E A QUANTOS TOMAM PARTE NOS SUFRÁGIOS ANIMADOS PELA ESPERANÇA DA RESSURREIÇÃO, UMA CONFORTADORA BÊNÇÃO APOSTÓLICA

BENEDICTUS PP. XVI

Falecimento do Cardeal Eugênio Sales


Faleceu o eminentíssimo Cardeal Eugênio de Araújo Sales aos 91 anos. O Arcebispo Emérito do Rio de Janeiro era também o Protopresbítero do Colégio Cardinalício, função agora assumida pelo Arcebispo Emérito de São Paulo, Cardeal Paulo Evaristo Arns.

R.I.P

sexta-feira, 6 de julho de 2012

História X Ideologia


Há alguns dias tive uma brevíssima conversa com uma aluna de graduação em História que reclamava do ateísmo de alguns professores e de como tal condição engendra, a seu juízo, preconceitos em relação à Igreja Católica.

Bem ao contrário, foi o que lhe respondi. O problema de alguns professores não é a ausência de religião, mas um seu subtipo pernicioso: a ideologia. Tais professores são extremamente aferrados a seus “dogmas” e, como se diz, se os fatos os contradizem, “danem-se os fatos”.  

Um cientista, religioso ou não, deve conhecer os limites dos próprios conhecimentos, seja para agir com humildade como para avançar com ousadia. E sempre a partir dos fatos. Cioso do absolutismo de sua ciência não poderá corrigir comprovados equívocos nem buscar ulteriores aprofundamentos.

É espírito científico que anda faltando às nossas universidades e não religião propriamente. É óbvio que a religião é necessária sempre, também no mundo da ciência. A religião dá ao homem o sentido último do saber e fornece os parâmetros morais que fazem da ciência uma obra a serviço do homem. Mas a ausência de religião não torna necessariamente mau um cientista.

Por outro lado, esta nefasta religião – a ideologia – é totalmente incapacitante. Se, no dizer de Nosso Senhor, a “verdade liberta”, é igualmente certo que a “ideologia escraviza”; se a primeira é luz, a última só conhece trevas. Enquanto a ciência não renega a religião e vice-versa, dado que são distintos modos de conhecer; é total a incompatibilidade entre a visão científica e a cegueira ideológica.

Digo isto em razão da notícia universalmente divulgada da mudança do texto da “didascália” sobre Pio XII no Yad Vashem de Jerusalém. No famoso museu erguido em memória das vítimas do terror nazista, há uma foto do Papa Pacelli e um texto explicativo sobre sua atuação naqueles anos terríveis.

A “didascália” anterior fazia um juízo extremamente negativo da obra do Pontífice. Era um vergonhoso acinte não somente à memória do Papa, mas igualmente à dos sobreviventes e de seus familiares que à época saudaram Pio XII como um amigo e benfeitor. Mesmo as autoridades políticas e religiosas judaicas do pós-guerra não pouparam encômios à ação do Papa, da Santa Sé e de numerosos clérigos e leigos católicos que se expuseram ao perigo para salvar a vida de milhares de judeus.

Mas como o reconhecimento generalizado de então deu lugar à animosidade de hoje? A “lenda” foi criada nos anos 60 com o claro intuito de desmoralizar Pio XII e o que ele representa, e teve como ponto de partida uma peça teatral que foi levada ao palco nas principais cidades do mundo. A tese da peça é a do “silêncio” de Pio XII. É a mesma tese que perpassava toda a anterior “didascália”.

Os historiadores do Yad Vashem reconheceram que já não é possível continuar ignorando os fatos. As mais recentes pesquisas mostram como as ações de Pio XII, mesmo o seu silêncio, foram parte de uma estratégia para salvar o maior número possível de judeus e não-judeus. A própria liberdade de ação da Igreja Católica, ainda que limitada, só foi possível graças à concordata. Uma Igreja perseguida teria sido um pesadelo ainda maior para os judeus.

É possível fazer um juízo negativo a respeito da estratégia? Penso que sim. Eu não o faço. Certas declarações peremptórias e pomposas em determinados momentos cruciais da história podem contribuir para a biografia de determinados personagens, mas o resultado pode ser o oposto do esperado. Mas não vejo como ofensivo julgar negativamente, do ponto de vista estratégico, o silêncio de Pio XII. Mas não dá, do ponto de vista histórico, para tratá-lo como antissemita ou filo-nazista. Ainda que pudesse ter havido um erro estratégico, jamais houve fraqueza moral nas ações de Pio XII antes e durante a Segunda Grande Guerra.

Sabem, acho muito sintomático que os detratores de Pio XII, de quem esperavam uma dura e pública condenação do nazismo, costumam louvar a atitude dialogante de João XXIII em relação ao comunismo. No primeiro condenam o silêncio, no segundo elogiam o silêncio. Eis aí a ideologia entorpecendo o juízo!

Muito mais se saberá, a partir dos fatos, depois que os arquivos relativos ao período forem abertos. Mas é pena que somente a Igreja tenha disposição de abrir os seus. Quem tem medo da verdade?

Enfim, traduzo e transcrevo os textos da “didascália”.

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PIO XII E O HOLOCAUSTO
“A reação de Pio XII ao assassinato dos hebreus durante o Holocausto é uma questão controversa. Em 1933, quando era Secretário de Estado vaticano, se empenhou para obter uma Concordata com o regime alemão para preservar os direitos da Igreja na Alemanha, ainda que isto tenha significado reconhecer o regime racista nazista. Quando foi eleito Papa em 1939, deixou de lado uma carta contra o racismo e o antissemitismo preparada pelo seu predecessor. Mesmo quando notícias sobre o assassínio dos hebreus chegaram ao Vaticano, o Papa não protestou nem verbalmente nem por escrito. Em dezembro de 1942, abstém-se de assinar a declaração dos Aliados que condenava o extermínio dos hebreus. Quando os hebreus foram deportados de Roma para Auschwitz, o Papa não intervém. O Papa mantém uma posição neutra durante toda a guerra, com exceção dos apelos aos governantes da Hungria e da Eslováquia, até o final. O seu silêncio e a falta de orientação obrigaram o clero da Europa a decidir pela própria conta como reagir”.

Atual
O VATICANO E O HOLOCAUSTO
"O Vaticano sob a guia de Pio XI, Achille Ratti, e representado pelo Secretário de Estado Eugenio Pacelli, assinou uma concordata com a Alemanha nazista a fim de preservar os direitos da Igreja Católica na Alemanha. A reação de Pio XII, Eugenio Pacelli, ao assassinato dos hebreus durante o Holocausto é objeto de controvérsia entre os estudiosos. Desde o início da Segunda Guerra mundial o Vaticano mantém uma política de neutralidade. O Pontífice se abstém de assinar a declaração dos Aliados de 17 de dezembro de 1942 que condena o extermínio dos hebreus. Entretanto, na sua radiomensagem natalícia de 24 de dezembro de 1942 ele fez referência às “centenas de milhares de pessoas, as quais, sem qualquer culpa própria, às vezes somente por razão de nacionalidade ou de estirpe, são destinadas à morte ou a uma progressiva aniquilação”. Os hebreus não eram explicitamente mencionados. Quando os hebreus foram deportados de Roma para Auschwitz o Pontífice não protestou publicamente. A Santa Sé apelou separadamente aos governantes da Eslováquia e da Hungria em favor dos hebreus. Os críticos do Papa sustentam que a sua decisão de abster-se de condenar o assassínio por parte da Alemanha nazista constitua uma falta moral: a falta de uma orientação clara permitiu a muitos colaborar com a Alemanha nazista seguros da opinião de que aquilo não estava em contradição com os ensinamentos morais da Igreja. Isto deixou ainda a iniciativa de salvação dos hebreus a padres e leigos individualmente. Os seus defensores arguem que esta neutralidade evitou medidas mais duras contra o Vaticano e contra as instituições da Igreja em toda a Europa, consentindo assim que se realizasse um número considerável de atividades secretas de salvação em diferentes níveis da Igreja. Ademais, eles apontam casos em que o Pontífice ofereceu encorajamento a atividades em que os hebreus foram salvos. Enquanto todo o material relevante não estiver disponível aos estudiosos, este tema permanecerá aberto a ulteriores pesquisas”.

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